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Software

Quando vale a pena desenvolver um sistema próprio

Quando vale desenvolver um sistema próprio

A resposta honesta é: na maioria das vezes, não vale. Software pronto é mais barato, entra em uso na semana seguinte e já foi testado por milhares de empresas. Mas existe um conjunto específico de situações em que ele não serve — e reconhecer essas situações evita gastar dos dois lados.

Primeiro: a planilha ainda pode ser suficiente

Planilha é subestimada. Para processo com poucos registros, uma pessoa mexendo por vez e regras simples, ela resolve — e custa zero.

O problema não é a planilha em si. É quando ela cresce além do que foi feita para aguentar.

Os sinais de que a planilha passou do ponto

  • Duas pessoas não conseguem trabalhar ao mesmo tempo sem sobrescrever o trabalho uma da outra.
  • Ninguém sabe qual é a versão certa. Existe "planilha_final_v3_ok.xlsx" na rede.
  • Só uma pessoa entende as fórmulas. Quando ela falta, o processo trava.
  • Erro de digitação passa despercebido e só aparece semanas depois, no relatório.
  • A mesma informação é digitada em dois lugares porque a planilha não conversa com o outro sistema.

Software pronto antes de software sob medida

Antes de desenvolver, vale procurar. Existe software de prateleira para quase tudo, e ele tem três vantagens difíceis de vencer: custa menos, já existe hoje e continua sendo melhorado por alguém.

A pergunta certa é: quanto o seu processo precisaria mudar para caber nele? Se a adaptação for pequena, adapte o processo — sai mais barato. Se for grande a ponto de descaracterizar o que faz a empresa funcionar, aí o sob medida entra na conversa.

Escala: se a adaptação ao software pronto for pequena, adapte o processo
Quanto o processo teria que mudar

Quando o sistema próprio compensa

O processo é a vantagem competitiva

Se a forma como sua empresa faz aquilo é justamente o que a diferencia, moldá-la para caber num software genérico joga fora o diferencial.

A integração é o problema

Às vezes os sistemas certos já existem, mas não se falam — e alguém é a ponte manual entre eles. Nesse caso, o que se desenvolve não é um sistema inteiro: é a integração. Bem mais barato.

O volume justifica

Processo que roda dezenas de vezes por dia, com muitas pessoas envolvidas, paga o desenvolvimento em economia de tempo. O mesmo processo rodando três vezes por mês, não.

O erro custa caro

Onde um lançamento errado gera prejuízo, multa ou retrabalho grande, o sistema se paga só pelas validações que a planilha não faz.

A conta simplificada

Multiplique: horas gastas no processo por mês × custo da hora × 12. Compare com o custo do desenvolvimento. Se o retorno aparecer em menos de dois anos, normalmente vale — considerando que o sistema continua rendendo depois disso.

Mas some também o que não é hora: erros evitados, informação que deixa de se perder e a dependência de uma pessoa só.

Por onde começar

Não pelo sistema. Pelo processo: como funciona hoje, onde trava, quantas vezes acontece e o que acontece quando dá errado. Com isso na mão dá para dizer se o caminho é sistema, integração, automação ou nenhum dos três.

É exatamente essa a primeira conversa em desenvolvimento de software. E, se o gargalo for repetição em vez de estrutura, automação costuma resolver por bem menos.

Perguntas frequentes

Quanto custa desenvolver um sistema?

Depende inteiramente do escopo. Uma ferramenta interna simples e um sistema que integra vários setores têm ordens de grandeza diferentes. O orçamento sai depois do levantamento do processo.

Quanto tempo leva?

Trabalhamos por entregas: uma primeira versão funcional com o essencial, e evolução a partir do uso real. É melhor que sumir por meses e entregar algo que não bate com o dia a dia.

O sistema fica hospedado onde?

Aplicações web ficam em servidor, acessíveis pelo navegador de qualquer máquina. Isso é definido no projeto, junto com backup e acesso.

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